quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

O CÁLICE DAS PÉROLAS


O CÁLICE DAS PÉROLAS

Era uma vez... As histórias maravilhosas começam assim. Não importa o tamanho delas. Se começam por era uma vez, são sempre maravilhosas.

Pois era uma vez um homem. Um homem pobre que de precioso só tinha um cálice.

Nele, ele bebia a água do riacho que passava próximo à sua casa. Nele, bebia leite, quando o conseguia, em troca de algum trabalho.

Era pobre, mas feliz. Feliz com sua esposa, que o amava. Feliz em sua pequena casa, que o sol abraçava nos dias quentes, tornando-a semelhante a um forno.

Feliz com a árvore nos fundos do terreno, onde escapava da canícula.

Saía pelas manhãs em busca de algum trabalho que lhe garantisse o alimento a ele e à esposa, a cada dia.

Assim transcorria a vida, em calma e felicidade. Nas tardes mornas, quando retornava ao lar, era sempre recebido com muita alegria.

Era um homem feliz. Trazia o coração em paz, sem maiores vôos de ambição.

Então, um dia... Sempre há um dia em que as coisas acontecem e mudam o rumo da História.

Pois, nesse dia, nem ele mesmo sabendo o porquê, uma lágrima caiu de seus olhos, dentro do cálice.

De imediato, o homem ouviu um pequeno ruído, como de algo sólido, que bateu no fundo do recipiente.

Olhou e recolheu entre os dedos uma pérola. Sua lágrima se transformara em uma pérola.

Então, o homem pensou que poderia ficar muito rico se chorasse bastante.

Como não tinha motivos para chorar, ele começou a criá-los. Precisava se tornar uma pessoa triste, chorosa, para enriquecer.

Com o dinheiro da venda das pérolas pensava comprar lindas roupas para sua esposa, uma casa mais confortável, propriedades, um carro.

E assim foi. Ele começou a buscar motivos para ficar triste e para chorar muito.

Conseguiu muitas riquezas. Ele poderia tornar a ser feliz. No entanto, desejava mais.

As pequenas coisas que antes lhe ofertavam alegrias, agora, de nada valiam.

Que lhe importava o raio de sol para se aquecer no inverno? Com dinheiro, ele mandou colocar calefação interna em toda sua residência.

Por que aguardar os ventos generosos para arrefecer o calor nos dias de verão? Com dinheiro, ele pediu para ser instalado ar condicionado em toda a sua casa.

E no carro, e no escritório que adquiriu para gerir os negócios que o dinheiro gerara.

E a tristeza sempre precisava ser maior. Do tamanho da ambição que o dominava.

Nunca era o bastante. Os afagos da esposa, no final do dia e nos amanheceres de luz deixaram de ser imprescindíveis.

Ele não podia perder tempo. Precisava chorar. Precisava descobrir fórmulas de ficar mais triste e derramar mais lágrimas.

Finalmente, quando o homem se deu conta, estava sem esposa, sem amigos. Só... Com seu dinheiro, toda sua imensa fortuna.

Chorando agora, estava tão desolado, que nem mais se importava em despejar o dique das lágrimas no cálice.
A depressão tomara conta dele e nada mais tinha significado.

A história parece um conto de fadas. Mas nos leva a nos perguntarmos quantas vezes desprezamos os tesouros que temos, indo à cata de riquezas efêmeras.
 

Pensemos nisso e não desperdicemos os valores verdadeiros de que dispomos. Nem pensemos em trocá-los por posses exageradas.
 

A tudo confiramos o devido valor, jamais perdendo nossa alegria.
 

Haveres conquistados à troca de infelicidade somente geram infelicidade.
 

Autor desconhecido
Fotos: Cópias da internet.  

O Sol e o Vento


O sol e o vento discutiam sobre qual dos dois era mais forte.

O vento disse:

- Provarei que sou o mais forte. Vê aquela mulher que vem lá embaixo com
um lenço azul no pescoço? Aposto como posso fazer com que ela tire
o lenço mais depressa do que você.

O sol aceitou a aposta e recolheu-se atrás de uma nuvem.

O vento começou a soprar até quase se tornar um furacão, mas quanto
mais ele soprava, mais a mulher segurava o lenço junto a si.

Finalmente, o vento acalmou-se e desistiu de soprar.

Logo após, o sol saiu de trás da nuvem e sorriu bondosamente para a mulher.

Imediatamente ela esfregou o rosto e tirou o lenço do pescoço.

O sol disse, então, ao vento:

- Lembre-se disso:
"A gentileza e a amizade são
sempre mais fortes que
a fúria e a força."

terça-feira, 14 de agosto de 2012

É hora de votar com consciência!


Caro Eleitor, as eleições municipais estão aí mais uma vez. Então é hora de demonstrar maturidade e responsabilidade escolhendo bem, os seus representantes municipais independentemente de partidos políticos, preferências ou camaradagem. Não vote em candidato ficha ou de má fama. Vote em alguém que tenha boa reputação cultural, política e social.
Temos aí concorrendo novamente os mandarins da política municipal, formados pela velha-guarda de políticos reeleitos, com ideias ultrapassadas, suplantadas, recalcitrantes e sempre resistentes ao tempo. Que deveriam ser rejeitados pelo voto popular.
É hora de dar oportunidade aos novos candidatos e de preferência àqueles sem relacionamento de parentesco com os políticos em atividade, para quebrar o vínculo das nocivas oligarquias ou dinastias políticas que tanto exploraram e massacraram este município.
Na campanha eleitoral 2012 o que não faltam são momentos grotescos - que seriam cômicos, se não fossem trágicos - que só nos fazem rir. Pois, do nada, surgem figuras patéticas, despreparadas e claramente desprovidas daqueles interesses coletivos necessários a todos que se dispõe a servir o público, e querem “emprenhar” nossas mentes com mentiras a fim de abocanhar nossos votos.
O que nós vemos muito são: carros plotados, redes sociais carregadas de comentários, adesivos, jingles e tantas outras estratégias que, em muitas vezes, não passam de um barulhento "tiro no escuro". Prepare-se respeitável público, pois, é certo o reencontro com aquele tsunami de falas prometendo soluções para todos os nossos problemas e para tudo que possamos imaginar. Sejam em comícios, reuniões, encontros inesperados ou em cochichos ao pé do ouvido.
Além dos espetaculares planos de governo, tais "blás... blás... blás..." costumam indicar figuras escoradas em promessas de que, quando (re) eleitos, promoverão a democracia, honestidade e respeito ao povo – quanta novidade! Você já deve estar vivenciando que caricaturas humanas – que jamais olharam para você – estão (re) surgindo nas portas de suas casas em busca de votos, votos e mais votos e, para consegui-los, irão prometer que, se (re) eleitos, serão intensos defensores da transparência (ah, tá...), renovação (ah, tá de novo...), o fim da violência (me engana que eu gosto), mais empregos, acesso ao lazer, cultura e esporte (isso é de praxe), agradinhos em forma de cesta básica (essa é boa) e assim acompanha a velha listinha conhecida de todos nós.
É o momento do povo não aceitar a reprodução desta "besteirada" esdrúxula, sem possibilidades reais de execução, ou seja, puro papo furado. Que nessas eleições consigamos enfim, (re) elegermos pessoas com condições para construir e manter relações pautadas em habilidades incontestavelmente importantes, como por exemplo, a adoção de atitudes éticas, honestas e, acima de tudo, de respeito ao próximo, demonstrado através de uma história e de um portfólio repleto de muito trabalho, grandes conquistas principalmente em favor dos menos favorecidos, e mudanças positivas no dia a dia das pessoas. Haja vista, que quem não fez nada pelo povo antes de assumir um cargo seja no legislativo ou no executivo, dificilmente o fará quando tiver seu desejo de poder realizado.  
Fique atento, reflita sempre, não se iluda com a lábia fácil de candidatos espertos que prometem rios de favores ou seduzem com promessas que não podem cumprir. Vote com consciência.
Até a próxima...
Prof. Gleyson Castro

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Estou com um grande problema...


O sujeito diz para o psiquiatra: “Doutor estou com um problema. Toda vez que estou na cama, acho que tem alguém embaixo. Aí eu vou embaixo da cama e acho que tem alguém em cima. Pra baixo, pra cima, pra baixo, pra cima. Estou ficando maluco!”
- Deixe-me tratar de você durante dois anos, diz o psiquiatra. Venha três vezes por semana, e eu curo este problema.
- E quanto o senhor cobra? - pergunta o paciente.
- R$ 120,00 por sessão - responde o psiquiatra.
- Bem, eu vou pensar - conclui o sujeito.
- Passados seis meses, eles se encontram na rua.
- Por que você não me procurou mais? Pergunta o psiquiatra.
- É que, por R$ 120,00 pratas a consulta, três vezes por semana, durante dois anos, ia ficar caro demais, aí um sujeito num bar me curou por 10 reais.
- Ah é? Como? Pergunta o psiquiatra.
- É que, por R$ 10,00 ele cortou os pés da minha cama...

O que você está refletindo...


Um dia desses lemos em um adesivo colado no vidro traseiro de um veículo a seguinte advertência: "minha educação depende da tua"! Se nossa educação dependesse dos outros, certamente seria tão instável quanto a quantidade de pessoas com as quais nos relacionamos.
Se assim fosse, não formaríamos jamais o nosso caráter. Seríamos apenas o resultado do comportamento de terceiros. Refletiríamos como se fôssemos um espelho.  
Jesus não nos ensinou: "se alguém te bater numa face, esmurra-lhe a outra”? Pelo contrário, se alguém te ferir numa face, oferece-lhe a outra. Dessa forma, a nossa educação não deve jamais depender da educação dos outros, menos ainda da falta de educação dos outros.
  • As rosas, mesmo com as raízes mergulhadas no estrume, se abrem para oferecer ao mundo o seu inconfundível perfume.
  • O sândalo, por ser uma árvore nobre, deixa suave fragrância impregnada no machado que lhe dilacera as fibras.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Assembléia na carpintaria


Contam que na carpintaria houve uma vez uma estranha assembléia.
Foi uma reunião de ferramentas para acertar suas diferenças.
Um martelo exerceu a presidência, mas os participantes lhe notificaram que teria que renunciar.
A causa?
Fazia demasiado barulho; e além do mais, passava todo o tempo golpeando.
O martelo aceitou sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o parafuso, dizendo que ele dava muitas voltas para conseguir algo.
Diante do ataque, o parafuso concordou, mas por sua vez, pediu a expulsão da lixa. Dizia que ela era muito áspera no tratamento com os demais, entrando sempre em atritos.
A lixa acatou, com a condição de que se expulsasse o metro que sempre media os outros segundo a sua medida, como se fora o único perfeito.
Nesse momento entrou o carpinteiro, juntou o material e iniciou o seu trabalho. Utilizou o martelo, a lixa, o metro e o parafuso.
Finalmente, a rústica madeira se converteu num fino móvel.
Quando a carpintaria ficou novamente só, a assembléia reativou a discussão.
Foi então que o serrote tomou a palavra e disse:
“Senhores, ficou demonstrado que temos defeitos, mas o carpinteiro trabalha com nossas qualidades, com nossos pontos valiosos. Assim, não pensemos em nossos pontos fracos, e concentremo-nos em nossos pontos fortes.”
A assembléia entendeu que o martelo era forte, o parafuso unia e dava força, a lixa era especial para limar e afinar asperezas, e o metro era preciso e exato.
Sentiram-se então como uma equipe capaz de produzir móveis de qualidade.
Sentiram alegria pela oportunidade de trabalhar juntos.
Ocorre o mesmo com os seres humanos. Basta observar e comprovar.
Quando uma pessoa busca defeitos em outra, a situação torna-se tensa e negativa; ao contrário, quando se busca com sinceridade os pontos fortes dos outros, florescem as melhores conquistas humanas.
É fácil encontrar defeitos, qualquer um pode fazê-lo.
Mas encontrar qualidades… isto é para os sábios!!!!

A INVEJA


Era uma vez uma cobra que começou a perseguir um vaga- lume que só vivia para brilhar.
Ele fugia rapidamente, com medo da feroz da predadora, e a cobra nem pensava em desistir. Fugiu durante um dia e ela não desistia, dois dias e nada.
No terceiro dia, já sem forças, o vaga- lume parou e disse à cobra:
Posso lhe fazer uma pergunta?
-Não costumo abrir esse precedente para ninguém, mas já que vou comer você mesmo, pode perguntar.
- Pertenço à sua cadeia alimentar?
-Não
-Te fiz alguma coisa?
-Não
-Então por que você quer me comer?
-PORQUE NÃO SUPORTO VER VOCÊ BRILHAR!!!